Aconteceu... |
|
|
Vem ai... |
|
|
Destaques |
|
|
Testemunho de Vida
“Com meu testemunho quero mostrar que Deus faz a obra completa, nunca pela metade.”
ANTES
Em Março de 2006 fui para a maternidade dar a luz ao meu 3º filho. Nasceu Rafael, lindo, saudável, tranqüilo, uma grande alegria para mim e para toda família. Quando chegamos em casa fomos recebidos com muito carinho, todos ficaram encantados com o bebê, estávamos vivendo momentos de muita felicidade.
Dois dias depois tudo começou a mudar, aquela felicidade toda aos poucos foi se acabando, eu comecei a ter sintomas estranhos e preocupantes... Meus pés e mãos começaram a formigar, comecei a sentir fraqueza, perder a coordenação motora, perder a sensibilidade e tinha muita dor de cabeça, porém os médicos não descobriam nada, nos exames que faziam dava tudo normal; eu me sentia cada vez pior, a fraqueza aumentava, minha garganta inchou, eu não comia mais e falava com muita dificuldade, minhas mãos não mexiam, era assustador, eu pensava em sentar e meu corpo não obedecia, tentava andar e as pernas não firmavam... Eu pensava que estava morrendo aos poucos, depois de 7 dias fui internada e depois de muitos exames, eles diagnosticaram que eu estava com “Síndrome de Guillain-Barret”, uma doença rara, que não tem causa, simplesmente aparece e eu fui a escolhida. Fui transferida para a U.T.I., pois precisava de cuidados especiais, a partir daí eu tenho poucas lembranças; os médicos se reuniam em minha volta e estudavam os procedimentos a serem tomados e um deles falou: - Quando der a parada respiratória tem que agir rápido, não podemos perder tempo e se preciso, podem entubar; pensei comigo, ainda vou piorar, meu Deus! Pedi para Ele ficar comigo e me ajudar, eu não queria morrer... Depois disso tive uma parada respiratória e não vi mais nada.
Fiquei em coma, tive 5 paradas respiratórias, fui entubada, fizeram a traqueostomia, tive pneumonia e para os médicos eu poderia entrar em óbito a qualquer momento (informações de meu esposo e familiares).
Mas o clamor de oração foi grande e Deus ouviu este clamor.
Acordei alguns dias depois e primeiramente me assustei com tantos aparelhos ligados, com sondas e percebi que estava totalmente paralisada, para me comunicar era somente através do olhar.
Meu esposo foi o primeiro a me visitar e me explicou um pouco o que estava acontecendo, falou que segundo os médicos eu levaria meses para me recuperar, que era hora de ter muita fé e força, pois já era um milagre eu estar viva e que eu deveria agradecer a Deus por isso. Então comecei a agradecer, e pedir para ele estar no comando e fazer a obra, e para espanto da equipe médica eu comecei recuperar, cada dia tiravam um aparelho, e quanto mais eu agradecia, mais milagre acontecia, até que finalmente chegou o dia da minha alta, um dia tão sonhado, eu iria para casa, ver meus filhos, minha família, ficar com meu marido...
Que emoção!!! Ver o sol, a rua, os carros, pessoas, meus filhos amados... fui chorando o tempo todo no carro, era emoção demais, porém logo entristeci, pois, quando meus filhos me viram, ficaram assustados e com medo e não chegaram perto de mim, eu ainda não tinha movimento algum, era carregada e precisava de ajuda para tudo, para comer, tomar banho, escovar os dentes, me vestir, me deitar, me sentar, e isso me deixava muito triste, eu chorava dia e noite, foram dias nessa situação.
Uma tarde, com muita tristeza eu tive que sentar na cadeira de rodas para ir para 1ª sessão de fisioterapia e não me animei muito, a dificuldade era imensa, eu não acreditava mais em minha recuperação, comecei a pensar que ficaria inválida.
Novamente em casa eu pedi que meu marido me segurasse em pé em frente ao espelho, e quando eu me vi, me desesperei, chorei muito e entendi o porquê do medo que meus filhos tinham... Depois de tanto chorar eu comecei a agradecer por estar viva e pedi a Deus para fazer a obra completa.
Os milagres começaram a acontecer, cada agradecimento era recompensado com mais uma melhora, voltei a falar, minha boca voltou a mexer, depois a força dos braços voltou e os movimentos também e eu já podia segurar meu bebê, meus filhos não tinham mais medo e me davam muito carinho, eu continuava agradecendo a Deus.
Tudo era emocionante, lembro da 1ª vez que escovei os dentes sozinha, chorei de emoção. Continuei fazendo fisioterapia, e chegou o dia mais esperado, eu fiquei em pé pela 1ª vez e foi maravilhoso, aprendi a andar da mesma maneira que uma criança aprende, não foi fácil, mas é um momento inesquecível... Agradecia, agradecia e milagres aconteciam.
Voltei a me alimentar sozinha, a piscar, a tomar banho sozinha e em pé, a me vestir, enfim, nasci de novo e aprendi tudo como uma criança...
Aos poucos minha vida foi voltando ao normal. Com 3 meses de fisioterapia eu ganhei alta, meu bebê voltou para casa (estava com a minha irmã), eu já podia cuidar dele, comecei a cuidar da casa, do meu esposo, dos filhos, que felicidade!!!
6 meses depois voltei ao hospital para mais uma consulta de rotina e para espanto do neurologista, eu estava totalmente recuperada, ele chamou outros médicos e todos ficaram surpresos com minha recuperação tão rápida e ainda mais, sem seqüelas e me deram alta definitiva (eles me acompanhariam por 2 anos), saí de lá chorando de alegria e agradecendo a Deus.
Fazem 2 anos e 7 meses e eu continuo agradecendo todos os dias, por tudo!
Sou totalmente normal, e extremamente feliz.
Por Alessandra Knop
DEPOIS
|
||




